A Rua Alegre está onde nós a levarmos

A Maria começou a crescer e a insistir seguir artes. Era tão óbvio, não há maneira de conseguirmos formar engenheiros nesta família. Talvez culinária, talvez cinema, ou talvez outra coisa ainda por descobrir.

Preparo-a para ter toda a segurança para fazer o que lhe apetecer onde for melhor para ela. Imagino que falte pouco para querer seguir caminho sozinha mas temos desde sempre este desejo de vivermos juntas uma aventura pelo mundo. A Maria viaja desde os três meses e para a idade que tem já conhece muito. Mas esta viagem é como um voo que marca o início de uma quase independência: esse vai fazê-lo comigo.

 

A Rua Alegre

Há uns anos, ainda a Maria era bem pequenina, o meu pai transformou um antigo armazém de secar figos numa lindíssima pequena casa. O aproveitamento do espaço foi muito semelhante ao conceito de arquitectura de um avião, só que bem plantada num terreno cheio de figueiras e com vista para Monchique.

Aquela pequena estrada de terra batida não tinha nome, até que ele em viagem pelo país encontrou uma placa num entulho das obras: “Rua Alegre”. Antiga e bastante pesada levou-a para o Algarve porque era um nome assim que queria na rua dele.

Desde essa altura que guardei este nome para um dia o usar.

 

O Ensino

Tenho sentimentos contraditórios quanto ao formato escolar, e se por um lado a minha filha sempre estudou em colégios exigentes e até conservadores, cada vez mais acredito que a escola não pode ser igual para todos. Nem no que ensina, nem como avalia, nem como penaliza as diferentes sensibilidades!

Não estou com isto a criticar as escolas, já que o formato normalizado é também uma garantia de que todas as crianças podem aprender. E é como em quase tudo: se as escolas ainda não mudaram é porque nós ainda não o queremos o suficiente.

Neste site podem acompanhar esta nossa aventura, de busca de novas aprendizagens, pelos meus olhos e pelos da Maria.

Tudo junto, resulta nesta viagem: eu e a Maria, vamos passar algum tempo em diferentes cidades e países, onde iremos procurar pequenos cursos ou lições que a ajudem a encontrar o seu caminho. Claro que também eu vou aprender imenso.

 

Marta

Marta Gonzaga - Viajante, consultora de comunicação e estratégia para a implementação digital com preferência para os produtos portugueses; curadora de conferências, cronista, fotógrafa e o que mais me apetecer. Licenciada em Ciências da Comunicação e Curso de Fotografia do Ar.Co; Cronista na Revista Bica - www.revistabica.com e Durante o Gap Year na Ásia, autora na Visão Online na rúbrica "Nós lá Fora"

Do meu curriculum também fazem parte actividades permanentes de voluntariado em associações de carácter social, o que me levou a aprofundar o conhecimento das ONG´s num programa de empreendedorismo Social no INSEAD.

Maria

Maria Gonzaga - Tenho 19 anos e aos 16 fui com a minha mãe viver um ano na Indonésia. Durante esta viagem fiz vários workshops de culinária em Singapura, Bali, Timor e Gili Air. Visitei mercados, provei novos sabores e voltei com a certeza de que quero seguir culinária. Chegada a Portugal com 17 anos foi altura de decidir o passo seguinte. Pelo que a minha festa de 18 anos foi em Edimburgo na Escócia onde fiz um curso de culinária (muito intensivo) de seis meses na New Town Cookery School. No final de Agosto de 2018 estou de partida para San Sebastian onde vou tirar uma licenciatura em Gastronomia e Artes Culinárias no Basque Culinary Center.

Andei sete anos na equitação, no Jóquei de Lisboa, fiz ballet na primária e joguei Voleibol e Ténis no Valsassina. Sou voluntária todos os anos no TEDxKids@CentralTejo.

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